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Transporte público intermunicipal é criticado por usuários

Folha de Embu | Atualizado em: 8/05/2009 00:00:00

Transporte público de qualidade é direto do cidadão e dever do Estado. Mas, nas cidades que integram o Conisud, o governo do Estado não cumpre a contento dos moradores o seu dever. Por isso, as reclamações do transporte intermunicipal são constantes e diversificadas. Entre as mais comuns destacam-se a superlotação, o itinerário das linhas, o sucateamento da frota, o descumprimento dos horários, o desrespeito com os chamados passageiros especiais e até a falta de profissionalismo dos motoristas e cobradores com os usuários.

Em São Paulo, a responsabilidade pela gestão e fiscalização do transporte intermunicipal é da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU/SP), que está subordinada ao governo estadual. A empresa admite os problemas, mas, justifica que atua constantemente no sentido de inibi-los. As reclamações dos usuários referem-se a todas as linhas operadas pela Concessionária Intervias, da qual fazem parte as empresas Pirajuçara e Miracatiba,  que circulam na Rodovia Regis Bittencourt.

Quem utiliza o transporte público sente-se refém de sistema onde impera a busca permanente pelo lucro em detrimento da falta de qualidade do serviço de transporte público intermunicipal. Os usuários do sistema atestam que o valor da passagem é alto enquanto a qualidade do serviço é ruim.

Todos os problemas que afetam o transporte público intermunicipal são afetados por uma série de fatores como congestionamentos, o preço da passagem que acaba pesando muito no bolso do trabalhador e o estresse. Não é barato usar o transporte público. Também não é confortável, cômodo ou sinal de status.

Esse conjunto de fatores faz com que os usuários demonstrem extrema insatisfação com o serviço. Nas reuniões do Orçamento Participativo de Embu das Artes o tema é recorrente. Lidera o topo da lista de reclamações dos moradores, mas, como a competência para tratar e resolver o problema é do governo do Estado nada pode ser feito pela administração municipal.

Em Taboão e Itapecerica da Serra a situação se repete. Os usuários insatisfeitos representam a maioria absoluta daqueles que utilizam o sistema de transporte público. Nas linhas que atendem os locais mais populosos as reclamações são ainda piores.

Sentindo na pele a má qualidade do transporte

Faltam pouco mais de 10 minutos para as 7 horas da manhã e a assistente administrativa Margarida Costa, 29 anos, já está no ponto a espera do ônibus. Todos os dias ela acorda e sai de casa cedo. Na verdade, ela só entra no trabalho ás 9 horas, mas se não sair cedo não consegue chegar a tempo. Ela enfrenta com um misto de indignação  e revolta a ida e volta do trabalho. A cena é sempre a mesma: o ônibus lotado, o total desconforto da viagem, os congestionamentos e o mau humor dos outros passageiros. “Todo mundo fica no limite. Já vi gente brigando por que o ônibus freou e a pessoa encostou na outra. Fica um ambiente tenso. Além disso, o preço da passagem é abusivo. É caro demais”, pondera.

A usuária reclama que o descaso do governo do Estado com o transporte público é visível. Para ela, só mesmo quem não tem alternativa usa o sistema de transporte intermunicipal. “É uma falta total de respeito com as pessoas. Chega a ser desumano”, dispara.

Desde que ficou grávida há seis meses a comerciaria Alexandra Matos, 31, moradora do Jardim Santa Rita, disse que ficou ainda mais difícil ir ao trabalho em São Paulo. “Andar num ônibus lotado é simplesmente terrível. Só quem passa por isso entende o quanto é ruim. Eu vivo nervosa, chego no trabalho chorando quase todo o dia. Estou no meu limite”, desabafa.

O mecânico Ulisses Castro é enfático ao afirmar que não vê a hora de comprar a própria moto para deixar de andar de ônibus. Ele admite que sente um pouco de insegurança por conta dos constantes acidentes envolvendo motociclistas, mas, diz que não suporta mais andar em ônibus lotado, ou ficar no ponto esperando por vários minutos.

“Tem dias que eu fico quase uma hora no ponto e ônibus não passa. Quando vem está tão cheio que tem até passageiro pendurado na porta. Não agüento mais”, dispara, acrescentando que seria ideal os ônibus cumprirem o horário para dar mais segurança e conforto aos usuários.

Ele também reclama que os ônibus quebram constantemente no trajeto até São Paulo e denuncia que a maioria deles anda com pneus carecas e em mau estado de conservação. “Esses ônibus são velhos demais. Qualquer pessoa percebe que eles andam com os pneus carecas e vivem quebrando”, denuncia.

Recentemente, uma usuária do sistema de transporte coletivo intermunicipal de Embu encaminhou à Câmara de vereadores da cidade uma série de denuncias sobre a o estado dos ônibus que atendem o município. Ela pontuou problemas como pneus carecas, assentos danificados, dificuldade de acesso para deficientes físicos, falta de fiscalização dos horários de saídas dos terminais, problemas mecânicos e até funcionamento inadequado do freio dos veículos. Todas as denuncias da usuária foram confirmadas posteriormente por uma fiscalização solicitada pela Câmara. Dois ônibus foram tirados de circulação por causa do mau estado de conservação.

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