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Embu das Artes e dos escândalos polí­ticos

Folha de Embu | Atualizado em: 1/03/2017 00:00:00

Os 58 anos de história da política embuense são marcados por fatos turbulentos que chamaram a atenção do país. Em vários momentos, ao longo desse período, Embu foi retratada no cenário nacional por fatos relacionados à vida pública. Houve momentos de revolta, indignação, vergonha e até protagonismo heroico. Nesta edição especial que marca a volta da Folha de Embu retratamos alguns dos principais fatos da história política da nossa cidade.

Em 1984 um churrasco que tinha no cardápio principal passarinhos fez o município ser conhecido no país pelo lastimável episódio da “passarinhada”.

Naquela ocasião Tico-ticos, rolinhas e sabiás assados e servidos ao seleto público de convidados fez o ex- prefeito Nivaldo Orlandi ser conhecido em cenário nacional e despertou a fúria de ambientalistas e moradores. Há ainda quem lembre o cheiro peculiar daquele churrasco de passarinhos que matou a carreira política de Orlandi.

"Minhas vitórias na administração ninguém lembra, mas da "passarinhada" ninguém esquece", lamenta o ex-prefeito Nivaldo Orlandi, responsável pela festa e pelo inusitado cardápio, em declaração dada à época ao Jornal O Estado de São Paulo.

A passarinhada de Orlandi acabou quando a polícia ambiental invadiu o evento. Depois da "passarinhada", ele candidatou-se cinco vezes. Perdeu todas.

Na década de 90 a cidade de Embu ganhou o vergonhoso título de mais violenta do Estado de São Paulo, com média de 9,82 homicídios por 10 mil habitantes. Nesse período lastimável de sua história o município chegou a registrar até 36 assassinatos em único mês.

Além de ser “berço da morte” a cidade também despontou como local preferido dos criminosos para a desova de cadáveres. Quem viveu no Embu daquela época sentia medo. Viu a morte de perto, dezenas de vezes, já que era comum se deparar com pessoas mortas até na porta de casa.

A violência desenfreada que assolou a cidade naquele momento levou a dor da perda para dentro de muitos lares. É comum encontrar famílias que sentiram o peso da violência com a morte de entes queridos.

A batalha contra a violência começou a ser vencida em 2001 com a adoção de uma série de medidas e a criação da GCM no governo do ex-prefeito Geraldo Cruz.

No final da década de 90 o ex-prefeito de Embu Oscar Yazbekfoi cassado pela Câmara Municipal sob acusação de superfaturamento, contratação irregular de empresas e favorecimento de amigos com verba municipal, venda de certidões, entre outros. Naquela época 15 dos 18 vereadores da cidade votaram pela cassação nas seis denúncias formuladas contra ele. Yazbek foi acusado de pagar R$ 71.479,68 por uma obra que não custaria mais que R$ 11 mil. Ele retornou ao cargo com liminar mas o escândalo pôs fim à sua carreira política.

Outro episódio pra lá de vergonhoso da política de Embu aconteceu em 1999 quando 18 dos 19 vereadores do município tiveram os mandatos cassados por suspeita de corrupção e a participação em congressos ilegais. Contra os vereadores pesaram denúncias de uso de dinheiro público em viagens de turismo. Segundo denúncias, os vereadores afastados receberam, em 97, R$ 150 mil para participar de congressos inexistentes no Brasil e no exterior. O episódio ganhou repercussão nacional. Tirou os envolvidos da vida pública e deu notoriedade ao então vereador Geraldo Cruz, único a se manter na Câmara.

No começo da década de 2000 Embu viveu uma espécie de primavera política. A cidade venceu a batalha contra o crime, iniciou um amplo projeto de inclusão social, criou frentes de combate ao analfabetismo com a ajuda de igrejas e entidades e implantou a participação cidadã. O então prefeito Geraldo Cruz virou ícone nacional na luta pela transparência e participação popular. Tanto fez que elegeu um sucessor sem dificuldades.

No final de 2016 Embu voltou ao cenário nacional de notícias depois que o prefeito eleito, Ney Santos, foi alvo de um mandado de prisão por uma força tarefa de promotores e policiais. O prefeito ficou foragido quase 60 dias e assumiu o cargo dia 9 de fevereiro quando obteve habeas corpus revogando sua prisão preventiva.

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