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Saúde do Embu vai mal e prefeitura culpa crise

Folha de Embu | Atualizado em: 11/05/2017 00:00:00

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A crise financeira amplamente comentada pela atual gestão da Prefeitura de Embu está refletindo negativamente na saúde municipal. Em quatro meses da administração que prometeu melhorias concretas na saúde nenhum avanço é evidente, como relatam constantemente moradores de vários bairros da cidade. A administração garante já ter conseguido várias conquistas e reafirma que vai trocar a empresa que administra os pontos socorros municipais.

Se os avanços na saúde existiram, o fato é que até agora não foram percebidos pela população. As principais queixas permanecem sendo a falta de medicamento e material hospitalar nas UBS’s e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e até falta de seringas e agulhas. Tudo isso se soma a demora no atendimento. Outro ponto crucial para a avaliação negativa da população é o fechamento do Pronto Socorro do Vazame.

Em 8 de março, a Secretaria da Saúde recebeu mais de 700 itens, entre remédios e materiais hospitalares, para abastecer as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e melhorar o atendimento à população. As UBS também foram abastecidas com kits de medicamentos com mais de sete mil itens, que são uma obrigação do município, tendo em vista que eles são comprados com o dinheiro público do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme a Folha de Embu noticiou em sua edição passada, a Prefeitura prometeu trocar a organização social que administra o pronto socorro, mas isso só deve acontecer no fim do ano. A abertura da licitação ainda não tem previsão para acontecer, e não há prazo para a divulgação do nome da nova administradora.

Na 14ª sessão da Câmara Municipal de Embu das Artes, ocorrida no último dia 3, o vereador Zezinho Barros (PSDB), revelou a preocupação do prefeito com a saúde. “O prefeito Ney Santos me disse: ‘Medicamento de responsabilidade do Executivo não pode faltar nas UBSs. Se faltar medicamento, o secretário (José Alberto Tarifa) vai tirar do bolso e comprar’”, disse o vereador.

Zezinho admitiu que 30% dos moradores de Embu usam a saúde de Taboão da Serra e ainda anunciou o novo projeto da Secretaria da Saúde que está propondo diminuir as filas para fazer exames por meio de parcerias com laboratórios e convênios da cidade e região. “Sabemos que as filas são grandes. A prefeitura está com parceria para acabar de uma vez por todas essas filas dos exames”, declarou.

Mas os problemas da saúde vão além. Em visita à maternidade de Embu das Artes, o prefeito criticou publicamente uma funcionária da recepção por supostamente atender mal uma paciente. A ação do prefeito foi gravada e amplamente divulgada nas redes sociais, podendo causar processo por assédio moral.

Outro problema foi apontado na mesma sessão. O vereador Luiz do Depósito (PMDB) disse que vai cobrar o prefeito Ney Santos (PRB) sobre a reabertura do Pronto Socorro do Jardim Vazame, fechado pelo ex-prefeito Chico Brito (sem partido) e uma das principais promessas do atual governo.

“Na verdade a reabertura não é reivindicação é uma promessa de campanha do nosso prefeito e eu também participei junto com ele dessa proposta”, afirmou o vereador Luiz do Depósito.

Segundo ele, a população constantemente pede a reabertura do Pronto Socorro Vazame, que só não aconteceu ainda conta da crise da financeira que a cidade está passando, e disse que é preciso encontrar uma saída para minimizar os transtornos enfrentados pela população.

“Apesar da dificuldade financeira eu entendo que tem que reabrir o Vazame. É preciso ter uma saída mesmo que seja abertura no período noturno, que é o horário mais difícil para a população mais carente que às vezes não tem transporte. Por isso, estamos indicando urgência ao prefeito na reabertura do Vazame. Pelo menos que tenha um pronto atendimento na parte noturna das 6 horas da tarde às 6 horas da manhã”, apontou.

Divulgado dentro das 58 ações do governo para os quarto primeiros meses, a contratação de 24 médicos para diminuir o tempo de espera nos equipamentos públicos de saúde municipais ainda não está dando resultados concretos. Além disso, a Prefeitura quer ampliar a fiscalização sobre os atendimentos prestados nos postos de saúde.

Em nota, a Prefeitura informa que “apesar das grandes dificuldades que estamos enfrentando, muitos resultados positivos já estão sendo reconhecidos pela população de Embu das Artes”.

Greve e assalto

Na última quarta-feira, 3, os médicos do Pronto Socorro Central e Infantil de Embu das Artes, além da maternidade, paralisaram os serviços durante 30 minutos por falta de pagamento, conforme informou um enfermeiro do PS Central à Folha de Embu. O serviço médico do Pronto Socorro está normalizado.

Já na madrugada da última sexta-feira, 3, a Unidade Básica de Saúde do Jardim Independência foi assaltada. Os bandidos teriam entrado por uma janela que fica na farmácia da unidade.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os bandidos levaram grandes quantidades de medicamento, kits de diabetes e monitores dos computadores. A sala com seringas descartáveis e outros medicamentos foi revirada pelos ladrões. A polícia foi acionada e conseguiu prender um dos ladrões ainda dentro da unidade.

Esse foi o segundo roubo a uma unidade de saúde do município em menos de uma semana. No último final de semana, o PS do Jardim Santa Emília também foi invadido, mas ninguém foi preso.

 

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