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Em grampo da PF, Ney cobra propina em troca de licitação de Kit Escolar

Folha de Embu | Atualizado em: 10/05/2018 00:00:00

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Deflagrada na última quarta-feira, 9, a Operação Prato Feito, da Polícia Federal, que apura fraudes em licitações de compra de merenda e material escolar, identificou desvios da chamada 'máfia da merenda'. O nome do prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB), e de outros dois assessores - Rodrigo Passos Fernandes (assessor de Ney) e Laiza Lelis De Souza (assessora parlamentar) - são citados na investigação.

Segundo a representação da Operação Prato Feito, obtida pela Folha de Embu, Ney e os envolvidos estão sendo acusados por corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), corrupção passiva (art. 317 do Código Penal) e fraude em procedimento licitatório (artigo 90 da Lei 8666/93).

Para a Polícia Federal, Carlos Zeli Carvalho, conhecido como “Carlinhos”, citado pela PF como líder de associação criminosa, entregaria vantagem indevida ao prefeito para fraudar o procedimento licitatório de merenda e material escolar em benefício de sua empresa REVERSON FERRAZ DA SILVA ME.

O documento também afirma ter provas desse recebimento no período de abril a novembro de 2016 por parte de Rodrigo Passos Fernandes e de Laiza Lelis de Souza. Esta é apontada como funcionária da Câmara Municipal de Embu das Artes e teria recebido depósitos bancários de Carlinhos durante 2016, ano que Ney deixou o legislativo após ser eleito prefeito da cidade.

Para a PF, os assessores do prefeito teriam recebido valores repassados por Carlinhos e pela empresa TRYNIVEST UNIFORMES LTDA. ME., que seriam repassados a Ney. Laiza, segundo o documento, é filiada ao PRB - assim como o prefeito de Embu.

Ney sabia do esquema de corrupção, como comprova o documento da Operação Prato Feito. O prefeito fez ligações para Carlinhos que atestou os pagamentos anteriores a Rodrigo por meio de cheques pré-datados, o que teria irritado Ney - que pediu duas vezes para Carlinhos mudar a forma dos depósitos.

“Cabe atentar que os cheques localizados em benefício de NEY SANTOS foram depositados antes e após a campanha eleitoral. Um dia após o depósito do último cheque em 16/11/16, CARLINHOS (“C”) se encontra com NEY SANTOS (“N”) em 17/11/16. O Prefeito, inclusive, encontrava-se irritado com o atraso de CARLINHOS na reunião agendada, conforme se denota [...] abaixo”, diz a representação. 

O outro Lado

Após divulgação maciça divulgação da Operação Prato Feito, na manhã dessa quarta-feira, 9, a Prefeitura de Embu das Artes soltou uma nota à imprensa informando que está colaborando com as investigações enquanto Ney gravou um vídeo classificando a denúncia como nova “perseguição” política. 

 

Relatório da Polícia Federal

 

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