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Área de deslizamento que matou criança teve desapropriação com urgência decretada em 2014

Folha de Embu | Atualizado em: 13/03/2019 00:00:00

UOL/ DivulgaçãoMike, Karina e o filho, que morreu soterrado

Bernardo Oliveira Lopes, de um ano, morreu soterrado devido ao temporal que atingiu o Jardim Pinheirinho, em Embu. Bernardo chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

O bebê dormia em seu berço, quando por volta das 4h da madrugada, um barranco deslizou e caiu em cima da casa em que Bernardo morava com os pais MIke e Karina.

A mãe Karine, em entrevista a Rede Globo, contou que pegou seu filho no colo e deu de mamar, e logo depois, colocou no berço e foi se deitar, o pai estava se preparando para ir trabalhar e passou no berço fazer carinho, quando o barranco começou a cair. O pai tentou salvar o bebê, porém, caiu muita terra em cima da casa e dos dois.

Segundo relatos de parentes da vítima, o pai e o bebê ficaram soterrados e a mãe conseguiu escapar e buscar ajuda, mas os bombeiros demoraram a chegar devido a falta de endereço da área. O pai do bebê teve escoriações no joelho, mas não sofreu ferimentos graves.

Loteamento irregular

A Prefeitura de Embu das Artes informou que o deslizamento ocorreu em um loteamento clandestino,e que havia recebido uma ordem judicial para notificar os moradores de que o loteamento era irregular. Na nota divulgada, a Prefeitura não deu detalhes da decisão da justiça.

Porém, o decreto Nº 877 de 2014, alterado em 2015, quando o atual prefeito Ney Santos era Presidente da Câmara, decretava a área de Utilidade Pública, para fins de desapropriação amigável ou judicial e invocava o caráter de urgência no processo judicial de desapropriação. O decreto trata da área em torno da Rua Caqui e Avenida Hecílio Wustemberg.

Ao repórter Rômulo Ferreira, do site Verbo Online, o presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu, Rodolfo Almeida, acusou a prefeitura de negligência: “a área era muito molhada, muito sujeita a deslizamento, já foi embargada diversas vezes. Pela negligência da prefeitura de não impedir as construções e não notificar as pessoas de que é área irregular, é que esta fatalidade veio a ocorrer”.

Venda de terrenos irregulares

Moradores relataram a Folha de Embu que compraram lotes sem saber que a área era irregular. Existe, desde 2012, investigação do Ministério Público (14.0256.0000227/12-4) sobre parcelamento, desmembramento e venda irregular de terrenos no entorno da Avenida Hercílio Westemberg com a Rua Caqui, Jardim Pinheirinho, na cidade de Embu. O processo está sob sigilo judicial.

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