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Terremoto no Haiti matou milhares de pessoas, 15 brasileiros estão entre as vítimas

Folha de Embu | Atualizado em: 18/01/2010 00:00:00

A criadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns e 14 militares brasileiros estão entre as vítimas do terremoto de magnitude 7 que atingiu o Haiti nesta terça-feira (12). O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas naquele país. O terremoto foi o maior registrado no local nos últimos 200 anos.

O terremoto  atingiu o país na tarde de terça, horário local, e destruiu vários prédios na capital, Porto Príncipe. O abalo devastou a cidade e deixou milhares de mortos, segundo o presidente do país da América Central. O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.

Segundo o Exército, faleceram o 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário, os 2º Sargento Davi Ramos de Lima e Leonardo de Castro Carvalho, os cabos Douglas Pedrotti Neckel e Washington Luis de Souza Seraphin, os soldados Tiago Anaya Detiemermani e  Antonio José Anacleto do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

O cabo Ari Dirceu Fernandes Júnior e o soldado Kleber da Silva Santos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente (SP), também faleceram. O subtenente Raniel Batista de Camargos, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins (SP), também morreu. faleceram ainda o tenente-coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF), que estava a serviço da Minustah.

O Exército informou que outros quatro militares que estavam no quartel da Minustah e mais três integrantes da Forças Armadas estão desaparecidos. Há ainda outros sete feridos em atendimento no Hospital Argentino da Missão da ONU (Minustah) e mais dois outros militares que foram encaminhados para a República Dominicana.

 A fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns estava nas ruas da capital do Haiti, Porto Príncipe, na hora do terremoto.

O Itamaraty já anunciou que será enviada uma ajuda humanitária de mais de US$ 10 milhões. Além do dinheiro, o governo brasileiro também disponibilizará  28 toneladas de alimento. Segundo o ministério da Agricultura, serão enviados ao Haiti açúcar, leite em pó, sardinha e fiambre. Os alimentos irão para o Haiti em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O primeiro, com 14 toneladas, deve partir ainda nesta quarta-feira (13).

O ministério das Relações Exteriores também decidiu reforçar a embaixada brasileira em Santo Domingo, na República Dominicana, país vizinho ao Haiti. Segundo o Itamaraty, há no país 1.310 brasileiros - destes, 1.266 são militares das forças de paz.

Na primeira entrevista desde a tragédia, Préval disse ao jornal Miami Herald que o cenário na capital Porto Príncipe é “inimaginável”. Por causa da extensão da tragédia, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, chegou até a dizer à rede de TV CNN que temia que centenas de milhares possam ter morrido na tragédia.

“O Parlamento desabou. O escritório de impostos desabou. Escolas desabaram. Hospitais desabaram”, afirmou Préval. Segundo a Cruz Vermelha, a estimativa é de que cerca de 3 milhões de pessoas - um terço da população do país - tenham sido afetadas pelo terremoto.

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